ONG SOS Rio Dourado continua com forte presença no Comitê e mantém assentos nas Câmaras Técnicas de Planejamento, Saneamento e Educação Ambiental, além dos Grupos de Trabalho do Plano da Bacia e Acompanhamento de Empreendimentos de impactos ambientais.

A eleição para os novos membros do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha (CBH-TB) ocorreu no dia 03 de fevereiro em Novo Horizonte, nas dependências do antigo DAEE, hoje SP Águas. O Comitê Tietê Batalha – cuja abrangência regional alcança 36 municípios e aproximadamente 550.000 habitantes – assim como os demais, tem representatividade tripartite (Estado, Prefeituras e Sociedade Civil) e de acordo com o Estatuto são 15 representantes de cada setor. O processo definiu como presidente a Prefeita de Cafelândia/SP, Tais Contieri, e como vice-presidente Luiz Aparecido da Silva, conhecido como “Batata”, representante da ONG SOS Rio Dourado.

Luiz Aparecido, que já havia assumido como presidente interino no início deste ano devido à não reeleição de Cesar Fiala, ex-prefeito de Pirajuí, consolidou sua representatividade ao ser eleito vice-presidente do CBH-TB. Batata, retoma ao cargo de vice-presidente assumido em razão da vacância do cargo no ano passado.

Além da vice-presidência, a ONG SOS Rio Dourado continua com forte presença no CBH-TB. A organização, fundada em 1996, mantém assentos como titular e suplente nas Câmaras Técnicas de Avaliação e Planejamento, Saneamento e Educação Ambiental. Também participa ativamente nos Grupos de Trabalho do Plano da Bacia e Acompanhamento de Empreendimentos de Impactos Ambientais na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) 16.

Um dos destaques recentes da ONG foi sua atuação na elaboração do Plano de Educação Ambiental da Bacia, documento estratégico que orienta projetos de educação ambiental e contribui para a captação de recursos junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos).

A nova gestão, que irá liderar o CBH-TB durante o biênio 2025-2027, promete dar continuidade às iniciativas em prol da preservação dos recursos hídricos e do desenvolvimento sustentável na região.

Sobre o Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha

O Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha (CBH-TB) é uma entidade colegiada que atua como um fórum de gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) 16, localizada no estado de São Paulo. Esse comitê reúne representantes do poder público, usuários de água e sociedade civil organizada, buscando equilibrar as demandas de uso e a preservação dos recursos hídricos da região.

A área de abrangência do CBH-TB cobre importantes rios, como o Tietê e o Batalha, e contempla municípios que dependem desses corpos d’água para abastecimento, irrigação, geração de energia, lazer e outras atividades. Entre as principais funções do comitê estão:

  1. Planejamento e gestão hídrica: Elaborar e implementar o Plano de Bacia Hidrográfica, que é um instrumento estratégico para orientar o uso sustentável da água e o planejamento das ações na região.
  2. Aprovação de projetos e recursos: Avaliar e aprovar propostas para o financiamento de projetos voltados à recuperação e conservação dos recursos hídricos, em especial por meio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).
  3. Mediação de conflitos: Atuar como mediador em casos de conflitos pelo uso da água, garantindo que as decisões sejam tomadas de forma democrática e em benefício coletivo.
  4. Fortalecimento da educação ambiental: Promover a conscientização sobre o uso responsável da água e a importância da preservação ambiental por meio de projetos educativos e informativos.

O CBH-TB é essencial para garantir a qualidade e a disponibilidade de água na região, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a segurança hídrica dos municípios atendidos.

Da esquerda para a direita: Batata, eleito vice-presidente do Comitê, a Prefeita Tais Contieri, eleita Presidente do CBH-TB e as voluntárias da ONG SOS Rio Dourado, Clezi Zambom e Ana Lúcia Andrade.

Batata, Tais Contieri e Lupércio Ziroldo, Secretário Executivo do CBH-TB

Crédito das fotos: ONG SOS Rio Dourado

A ONG SOS Rio Dourado, representado por seu Presidente Luiz Aparecido Batata participou da 1ª Conferência Municipal do Meio Ambiente realizada pela Prefeitura de Lins, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Agropecuária no dia 22/01, sendo considerado um marco importante na construção de políticas climáticas locais.  As voluntárias da SOS Rio Dourado, Clezi Zambom (que representou a Unilins) e Ana Lúcia Andrade, contribuíram respectivamente como facilitadora e relatora para desenvolvimento do tema do EIXO 1 – Mitigação, a partir da provocativa: o que deve ser feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa?

O evento é uma etapa preparatória da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), e buscou engajar a população na formulação de propostas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e escolher os delegados que representarão Lins na etapa estadual.

Com a presença de 70 participantes, foram debatidas e aprovadas propostas como a elaboração de inventários de emissões, incentivo ao IPTU Verde, arborização urbana, ampliação de áreas permeáveis, parcerias público-privadas para mitigação dos impactos climáticos, restauração ambiental, e leis que incentivem o uso de energia fotovoltaica e a captação de água pluvial.

Os delegados eleitos para representar o município foram: Cristiane dos Santos (titular) e Elizete Peixoto de Lima (suplente) pela sociedade civil; Nayra Kondo de Souza Dias pelo setor privado; e Wagner Oliveira Saoncella (titular) e Danielle Ferreira da Silva (suplente) pelo setor público.

A participação direta em eventos como esse, reforçam o compromisso da ONG SOS Rio Dourado com o desenvolvimento sustentável e com a construção de um futuro mais resiliente para todos, conectando ações locais a uma agenda climática global.

Crédito das fotos: ONG SOS Rio Dourado e Prefeitura Municipal de Lins

A Campanha Solidária Reciclar, teve mais uma edição realizada, apresentando um ótimo resultado. No dia 04 de julho, no Barracão das Artes em Guaiçara, foi feita a entrega dos itens adquiridos a partir da venda de tampinhas plásticas, lacres de alumínio e blisters. Os resíduos são coletados por uma verdadeira força tarefa, com a participação de toda a população, incluindo alunos da rede municipal e estadual, consumidores do comércio local e população em geral.  Na ocasião, a ONG SOS Rio Dourado representada pelo seu Presidente Luiz Aparecido Batata, juntamente com o Rotary Club e representantes do comércio, realizou a entrega dos equipamentos de acessibilidade ao Fundo Social de Guaiçara. Ao todo foram doados 2 cadeiras de rodas, 2 cadeiras de banho, 2 bengalas, 2 andadores e 2 muletas. A Planet Ambiental, representada por Dionízio Pianta, é a empresa responsável pela compra dos resíduos, visando contribuir para com a Campanha, cujo objetivo é adquirir equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Ao todo foram arrecadados com a contribuição da sociedade guaiçarense, um total de: 201,25 kg de lacres de alumínio; 290,35 kg de blister; 264,70 kg de tampinhas e 129,65 kg de ferro; correspondentes a R$ 1.605,35,00 (Um mil, seiscentos e cinco reais e trinta e cinco centavos. A Campanha conta também com o apoio do Comércio de Guaiçara, Interact Club, Polícia Militar, Escolas Municipais e Estaduais, Igrejas, Postos de Saúde, Condema, Prefeitura Municipal de Guaiçara, Câmara Municipal, empresa Lobos Verdes e Hospital Clemente Ferreira. A Campanha Solidária Reciclar é permanente e para mais informações ou doações, contate a ONG SOS Rio Dourado em suas mídias sociais: @sosriodourado

No dia 27 de junho de 2024, a ONG SOS Rio Dourado recebeu da Câmara Municipal de Guaiçara o Diploma de Honra ao Mérito em Sessão Solene de Outorgas e Honrarias. O evento ocorreu no plenário da Câmara e o vereador Lucas Fernandes foi quem indicou a Entidade Ambientalista pelos relevantes serviços prestados à comunidade guaiçarense, reconhecendo o trabalho incansável da organização.

O Presidente Luiz Aparecido – Batata, recebeu o Diploma ao lado das voluntárias Ana Lúcia Andrade e Clezi Zambom que na ocasião representaram a todos os voluntários, os quais se dedicaram à ONG SOS Rio Dourado ao longo de todos esses anos desde quando surgiu em 1996, destacando o esforço coletivo e a dedicação dessas pessoas em prol do meio ambiente.

Sob a liderança de seu Presidente, o Batata, a ONG tem se destacado em Guaiçara e região por seus projetos, dentre os quais, o reflorestamento realizado em um trecho do córrego Nitta em 2007, com um total de 8000 mudas de espécies nativas. A área foi decretada 1º Patrimônio Ambiental de Guaiçara e as árvores hoje encontram-se totalmente formadas, sendo possível perceber a reprodução natural das espécies atualmente. Seu compromisso com a preservação ambiental resultou não apenas em áreas verdes revitalizadas, mas também em pesquisas para levantamento da qualidade do Rio Dourado, elaboração do Plano de Educação Ambiental do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha – CBH-TB, sendo considerado um trabalho de grande relevância, cujo recurso teve origem no FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos, e que hoje está disponível (no site do CBH-TB) aos 36 municípios da bacia, para a orientação quanto à elaboração de projetos de educação ambiental visando recursos junto ao Comitê Tietê Batalha. Foram realizados ainda muitos outros projetos e ações como palestras de educação ambiental em escolas, entidades e empresas, os quais contribuíram significativamente para a melhoria da qualidade de vida da comunidade. Recentemente, Batata assumiu a vice-presidência do CBH-TB como representante do segmento sociedade civil, o que aumenta a responsabilidade e compromisso na defesa do meio ambiente com foco nos recursos hídricos. Com esta homenagem, a Câmara Municipal de Guaiçara reconhece o impacto positivo da ONG SOS Rio Dourado e sua contribuição para um futuro mais sustentável, que celebra o trabalho incansável da ONG e incentiva a participação de mais voluntários e também de outras instituições a seguirem seu exemplo na busca por um mundo mais verde e saudável. Para saber mais sobre a ONG SOS Rio Dourado, acesse: www.sosriodourado.com.br ou as redes sociais: @sosriodourado.

Presidente César Fiala e Vice Luiz Aparecido Batata, ao lado do Prefeito Bruno de Guaiçara e Antônio Carlos Vieira, coordenador da Câmara Técnica de Planejamento e Avaliação do CBH-TB

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha, realizou a 1ª Reunião Ordinária presencial no dia 13 de maio no município de Novo Horizonte/SP. Na ocasião, participaram representantes dos três segmentos, sendo prefeitos, poder público e sociedade civil para a hierarquização de projetos com recursos do FEHIDRO referente ao ano de 2024 e outros assuntos previstos em pauta, entre os quais, a Eleição e Posse da Vice Presidência do CBH-TB em razão da vacância do cargo, desde março deste  ano, em razão do falecimento do então vice-presidente, Claudio Bedran (Instituto Planeta Verde). Deste modo, o CBH-TB convocou nova eleição, sendo que Luiz Aparecido – Batata, presidente da ONG SOS Rio Dourado, uma das entidades que representa a sociedade civil no Comitê, foi eleito o vice-presidente para continuidade da gestão até o término de 2025. Batata, como prefere ser chamado, recebeu a notícia com grande alegria e sentindo-se honrado pela confiança, reafirmou seu compromisso com as ações do Comitê, em especial ao que está previsto no Plano da Bacia, com foco na conservação do Tietê-Batalha e desenvolvimento socioeconômico da região. A ONG SOS Rio Dourado fundada no mesmo ano de instalação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha, em 1996, compõe o colegiado desde 1997, sendo que o seu presidente participa ativamente desde 2007. A Entidade tem contribuído significativamente para a conservação do meio ambiente, um trabalho realizado com a participação de voluntários como engenheiros ambientais, químicos, biólogos, administradores, gestores e educadores ambientais, contadores, dentre outros profissionais. Nos últimos anos foi tomadora de recursos junto ao FEHIDRO para projetos de relevância como o trabalho desenvolvido para Caracterização da qualidade das águas superficiais do Rio Tietê e Plano de Educação Ambiental do CBH-TB, iniciará ainda em 2024 um Programa de Formação para Multiplicadores em Educação Ambiental e teve aprovação para o levantamento dos Roteiros de Educação Ambiental da região do CBH-TB. São diversos projetos e ações, como o reflorestamento do 1º Patrimônio Ambiental de Guaiçara localizado às margens do Córrego Nitta, realizado em 2015 e que atualmente beneficia a região com toda a biodiversidade recuperada. Para acompanhar o trabalho da ONG SOS Rio Dourado ou voluntariar-se, basta acessar suas redes sociais @sosriodourado ou o site: www.sosriodourado.com.br.

Aconteceu nesta sexta-feira, 19 de maio às 10h, no DAEE de Novo Horizonte/SP, a 2ª Reunião Ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha para Hierarquização dos projetos analisados pelos representantes das Câmaras Técnicas de Planejamento e Avaliação, de Saneamento e de Educação Ambiental para o recebimento de recursos do FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos – 2023. Os representantes dos municípios, entidades e sociedade civil, foram recepcionados pelo Presidente do CBH-TB Cesár Fiala (Prefeito de Pirajuí), Vice-Presidente Cláudio Bedran (Instituto Planeta Verde) e Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio (Departamento de Águas e Energia Elétrica). A Reunião foi conduzida pelo Coordenador da Câmara Técnica de Saneamento, Gelson Pereira da Silva, que discorreu sobre os Projetos protocolados, bem como sobre os recursos disponíveis: ao todo foram 28 Projetos apresentados ao Comitê, sendo aprovados e enviados para Plenária um total de 16 empreendimentos de diversos municípios, abrangendo obras de abastecimento de recursos hídricos, melhorias em sistemas de esgoto, gerenciamento de resíduos, de educação ambiental, entre outros. Do total dos recursos disponíveis, aproximadamente R$ 12.250.000,00 (Doze milhões e duzentos e cinquenta mil reais), em torno de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões) ficarão como saldo remanescente para 2024, devido à falta de projetos enquadrados ao que solicita o Manual de Procedimentos Operacionais do FEHIDRO. Segundo o Secretário Executivo, Lupércio Ziroldo, os Tomadores que não tiveram seus projetos aprovados terão o ano todo para se adequarem e fazer novo pleito no próximo. Para isso, poderão contar com a equipe do CBH-TB para esclarecimentos e orientações. Lupércio, destaca a importância sobre os projetos prioritários, os quais contemplam a área de saneamento: água, esgoto e resíduos. Dentre os projetos hierarquizados para recebimento dos recursos, está o “Multiplicadores de Educação Ambiental” protocolado pela ONG SOS Rio Dourado, tornando-se Tomadora de mais um empreendimento apoiado pelo FEHIDRO. Para aprovação, o projeto passou por várias análises envolvendo documentação da Instituição e principalmente o planejamento contendo a previsão orçamentária e atividades a serem desenvolvidas, o qual beneficiará aos 36 municípios da Bacia. Esse projeto tem por objetivo capacitar professores e representantes municipais para a aplicação da Educação Ambiental em espaços formais e não-formais. A equipe da ONG SOS Rio Dourado presente na reunião, Ana Lúcia Andrade, Clezi Zambom e Luiz Aparecido Batata, comemorou a notícia, devido especialmente ao fato de que está em fase de conclusão o Plano de Educação Ambiental, do qual a ONG também é Tomadora e acompanha de perto sua execução, a fim de garantir que a entrega seja conforme aprovado pelo CBH-TB quando realizado o pleito. Todos os projetos foram aprovados pela Plenária e a Deliberação será publicada no Diário Oficial no final deste mês.

Recorro à obra de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, em que o autor nos conta a história de uma epidemia que assola as pessoas de uma grande metrópole e as deixa cegas. As autoridades, diante disso, colocam as pessoas “em quarentena” num manicômio, por acreditar que a doença seja contagiosa. Pretendo, assim, fazer uma analogia com a cegueira botânica e o zoochauvinismo, que consiste na tendência generalizada de considerar plantas seres inferiores aos animais.

Imagine que, por uma razão qualquer, você esteja sozinho, perdido em uma mata ou numa floresta… e, sendo boazinha, aqui no Brasil e no estado de São Paulo.  Aaaahhh é impossível esse fato acontecer comigo!!! Será mesmo??

Enfim… ainda é dia e você consegue reconhecer alguns animais mesmo sem saber distinguir as espécies e, consequentemente, ignorando alguns riscos que poderia correr. Provavelmente identificaria alguns insetos como formigas; alguns aracnídeos como aranhas e escorpiões; alguns vertebrados terrestres como mamíferos: capivara, macacos e bicho-preguiça, aves: bem-te-vi, tucano e beija –flor; anfíbios como sapos, pererecas e rãs; répteis como cobras, lagartos e, talvez, jacarés. Peixes, caso tivesse algum curso d´água superficial, mas como vê-los e reconhecê-los?

E plantas??? Quais você conseguiria identificar? Talvez alguma palmeira, pitangueira…. e…. e o que mais, mesmo?? E olha que, segundo muitos estudos, incluindo os que estão disponíveis no Programa REFLORA/CNPq, lançado em 2010 pelo governo brasileiro, a Flora brasiliensis é reconhecida como a mais rica do mundo (Forzza et al. 2012).  Estudos recentes apontam para a existência de pelo menos 7.880 espécies florestais arbóreas nativas no Brasil, número que provavelmente represente apenas 80% do total existente. E quantas você conhece? Será que elas são apenas um cenário para a vida animal?

Nos séculos passados era “moda” estudar e conhecer botânica. Os nobres tinham estufas belíssimas, onde passavam horas a fio, estudando a flora do local onde estavam vivendo. Mas esse interesse por botânica começou muito tempo antes, na Grécia antiga, entre 317 e 287 anos a.C., quando surgiram os primeiros estudos relacionados às plantas, tendo como o “pai da botânica, o filósofo Theophrastus, sucessor de Aristóteles e que deu início à história da ciência, a partir da identificação de vegetais.

Daí o tempo foi passando, e a noite foi chegando e a fome, apertando. Você não sabe caçar nem tem nenhuma arma para se defender; não sabe onde dormir e pensa: já sei – vou comer alguma planta e me abrigar sob ou sobre ela. Mas daí você se lembra de que não conseguiu identificar quase nenhuma e não tem ideia da prestabilidade daquelas dezenas que o rodeiam. Então eu lhe pergunto:

Mas de que lhe serve saber botânica?

Pois é. Contemporaneamente, especialmente no Ocidente, a botânica – hoje chamada de Biologia Vegetal – é considerada um tema maçante, árido, desestimulante, limitado, desconexo do cotidiano dos alunos, ultrapassado e fora do contexto da biologia (nem cai no vestibular !), contrariamente aos estudos de anatomia e fisiologia humana; dos animais, aliado ao zoocentrismo didático, que se tornou uma forte corrente filosófica e ideológica nos séculos XX e XXI, denotando questões acerca do bem-estar animal e políticas sobre eles.

Nota-se que há uma predileção e massificação das representações animais em todos os níveis de ensino, onde os livros didáticos de biociências brasileiros estão ricamente recheados de gravuras e textos sobre animais, em detrimento de outros seres vivos, negligenciando intencionalmente o reino das plantas, que desperta pouco ou nenhum interesse, caracterizando a CEGUEIRA BOTÂNICA, que corrobora os reflexos negativos no ensino, na pesquisa em biologia e no cotidiano das pessoas.

Mas de que me servem esses seres inertes, sem graça que só crescem verticalmente feitos de pau e folhas, às vezes flores e frutos, se nem de planta eu gosto?? Sujam e arrebentam as calçadas, têm gosto ruim. Podem cair em cima das casas e dos carros. Nas minhas mãos, até cactos morrem. Só servem para fazer coroas de flores para gente morta. E por aí vai, acelerando e acentuando a Cegueira Botânica, implicando na incapacidade de as pessoas notarem as plantas em seu cenário natural e/ou reconhecerem sua real importância para a biosfera.

Para que elas servem afinal? Quem assistiu ao épico filme do robô Wall-E, produzido em 2008 pela Pixar Animation Studios, em que, o tempo todo, ele procurava e depois defendia a todo custo uma plantinha em uma bota que simbolizava o retorno ao planeta Terra, talvez tenha se sensibilizado, pois a existência de uma planta representava que os ecossistemas estariam aptos ao restabelecimento da vida e dos seres humanos no planeta.

Plantas não apenas geram oxigênio e absorvem gás carbônico. A existência desses maravilhosos seres vai muito além desses processos, participando diretamente dos ciclos biogeoquímicos. Elas estão diretamente presentes em nosso cotidiano o tempo todo, pois são essenciais para o controle da temperatura e do equilíbrio e dinâmica da água no planeta Terra.

Fornecem-nos alimentos, matéria prima para fabricação de combustíveis e geração de energia renováveis, fibras para confecção de vestuário, metabólitos que são utilizados na fabricação de medicamentos e substâncias utilizadas na agropecuária. Servem de abrigo para inúmeros seres vivos que co-evoluíram com elas, são fundamentais nas teias alimentares, fertilizam o solo, apresentam valor cultural refletido nas lendas e mitos, e valor econômico, pois fortalecem a agricultura gerando trabalho e renda;  suas flores servem de atrativo e alimento para insetos, pássaros e uma infinidade de animais; suas raízes facilitam a infiltração e drenagem das águas pluviais; suas folhas evapotranspiram, criando um microclima que contribui para a diminuição de ilhas de calor e melhoria da saúde da população e, ainda, embelezam as nossas vidas, sendo essenciais para a sobrevivência de todas as  formas de vida em nosso planeta.

São inúmeras as alegações que contribuíram para a institucionalização da Cegueira Botânica. Wandersee  e  Schussler  (2001) a definem como a incapacidade de ver ou notar as plantas em seu ambiente. Disso decorre a incapacidade de reconhecer a importância das plantas para a biosfera e os seres vivos. Incapacidade de apreciar as características morfológicas e únicas das plantas e não dar importância equitativa a plantas e animais. Essa visão leva a uma conclusão errônea de que plantas são seres inferiores aos animais desde o século IV a.C., com Gagliano na Grécia Antiga, que via as plantas como serviçais da humanidade. Diante de tantas maravilhas reveladas, que tal trocar a antipatia pela empatia por seres que nos proporcionam a própria vida??

Profª Elisete Peixoto de Lima é professora nas áreas de Biologia e química e mestre em saúde coletiva e também é voluntária da ONG SOS Rio Dourado

O Plano de Educação Ambiental – PEA do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha – CBH-TB, teve mais uma fase realizada, cujo objetivo foi traçar as diretrizes as quais darão direcionamento aos futuros projetos de Educação Ambiental do âmbito da Bacia. A 4ª reunião aconteceu na sede do DAEE de Novo Horizonte no dia 27/03/2023, às 9h, e teve a participação de representantes de Entidades e Prefeituras da Bacia do Tietê-Batalha. A Mesa Diretora foi composta por Antonio Carlos Vieira, Coordenador de Planejamento da Câmara Técnica do CBH-TB e representando o Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio; Luiz Aparecido da Silva, Presidente da ONG SOS Rio Dourado; José Aparecido Cruz (empresa executora: Bioterra); e por Grasiele Murari – Coordenadora da Câmara Técnica de Turismo e EA do CBH-TB. Durante a abertura do evento, os integrantes da Mesa Diretora, pronunciaram-se dando as boas vindas aos participantes e Grasiele Murari destacou sobre a importância de que o trabalho seja desenvolvido, sobretudo, com muita qualidade para contribuir para a elaboração de bons projetos futuros. Na sequência, José Aparecido Cruz apresentou os cenários trazidos pelos participantes na última reunião, bem como as estratégias, ou seja, ações sugeridas por eles para constar no Plano. Após a explanação, onde foram mencionadas inclusive informações sobre os recursos disponíveis no CBH para a elaboração e execução de tais projetos, Antonio Carlos pontuou sobre a atuação do Comitê para atender às demandas e citou sobre os projetos apresentados para o presente ano, bem como algumas dificuldades encontradas para a aprovação dos mesmos, como a ausência de certidões ou falta de enquadramento ao Manual de Procedimento Operacional. Após o intervalo, aconteceu uma oficina sob o comando de Gisele Murari e Grasiele Rodrigues, que num formato de roda de conversa, foram elencadas pelo grupo (com base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) as principais diretrizes daquele que será o documento norteador das ações de Educação Ambiental de toda a Bacia do Tietê/Batalha, beneficiando uma população de mais de 500.000 pessoas. As diretrizes priorizam o trabalho regionalizado, a implantação de Pagamento de Serviços Ambientais – PSA nos municípios, a criação de uma rede colaborativa, além de outras, as quais constarão no referido documento.  Os organizadores e a equipe da ONG SOS Rio Dourado (Tomadora do Projeto), avaliaram o resultado dessa etapa como muito positivo, pois o trabalho está avançando conforme previsto no Termo de Referência e também pelo cronograma. Estiveram presentes representantes de Prefeituras (Ibirá; Novo Horizonte; Presidente Alves; e Dobrada); Everton Marquezini, Sabesp de Novo Horizonte; Loan Ramos, ativista ambiental e representante da Fundação SOS Mata Atlântica; Wagner Casadei, Nosso Tietê; Joelita Rocha, ABPEducom; Fábio Frizzi; APA Rio Batalha; Graziela Scardovelli da Secretaria Executiva do CBH-TB; Romildo Eugênio de Souza representando o DAEE; a Engenheira Ambiental Gisele Murari e os voluntários da ONG SOS Rio Dourado.

Aconteceu nesta sexta-feira, 19 de maio às 10h, no DAEE de Novo Horizonte/SP, a 2ª Reunião Ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha para Hierarquização dos projetos analisados pelos representantes das Câmaras Técnicas de Planejamento e Avaliação, de Saneamento e de Educação Ambiental para o recebimento de recursos do FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos – 2023. Os representantes dos municípios, entidades e sociedade civil, foram recepcionados pelo Presidente do CBH-TB Cesár Fiala (Prefeito de Pirajuí), Vice-Presidente Cláudio Bedran (Instituto Planeta Verde) e Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio (Departamento de Águas e Energia Elétrica). A Reunião foi conduzida pelo Coordenador da Câmara Técnica de Saneamento, Gelson Pereira da Silva, que discorreu sobre os Projetos protocolados, bem como sobre os recursos disponíveis: ao todo foram 28 Projetos apresentados ao Comitê, sendo aprovados e enviados para Plenária um total de 16 empreendimentos de diversos municípios, abrangendo obras de abastecimento de recursos hídricos, melhorias em sistemas de esgoto, gerenciamento de resíduos, de educação ambiental, entre outros. Do total dos recursos disponíveis, aproximadamente R$ 12.250.000,00 (Doze milhões e duzentos e cinquenta mil reais), em torno de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões) ficarão como saldo remanescente para 2024, devido à falta de projetos enquadrados ao que solicita o Manual de Procedimentos Operacionais do FEHIDRO. Segundo o Secretário Executivo, Lupércio Ziroldo, os Tomadores que não tiveram seus projetos aprovados terão o ano todo para se adequarem e fazer novo pleito no próximo. Para isso, poderão contar com a equipe do CBH-TB para esclarecimentos e orientações. Lupércio, destaca a importância sobre os projetos prioritários, os quais contemplam a área de saneamento: água, esgoto e resíduos. Dentre os projetos hierarquizados para recebimento dos recursos, está o “Multiplicadores de Educação Ambiental” protocolado pela ONG SOS Rio Dourado, tornando-se Tomadora de mais um empreendimento apoiado pelo FEHIDRO. Para aprovação, o projeto passou por várias análises envolvendo documentação da Instituição e principalmente o planejamento contendo a previsão orçamentária e atividades a serem desenvolvidas, o qual beneficiará aos 36 municípios da Bacia. Esse projeto tem por objetivo capacitar professores e representantes municipais para a aplicação da Educação Ambiental em espaços formais e não-formais. A equipe da ONG SOS Rio Dourado presente na reunião, Ana Lúcia Andrade, Clezi Zambom e Luiz Aparecido Batata, comemorou a notícia, devido especialmente ao fato de que está em fase de conclusão o Plano de Educação Ambiental, do qual a ONG também é Tomadora e acompanha de perto sua execução, a fim de garantir que a entrega seja conforme aprovado pelo CBH-TB quando realizado o pleito. Todos os projetos foram aprovados pela Plenária e a Deliberação será publicada no Diário Oficial no final deste mês.

No dia 13 de março, foi realizada em Pirajuí, a Reunião de Posse do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê/ Batalha – CBH/TB, para o biênio março/2023 a março/2025, na qual a ONG SOS Rio Dourado foi representada por Luiz Aparecido – Batata, Presidente da Entidade Ambientalista que é membro ativo do Comitê pelo segmento Sociedade Civil desde 1997 e obtém a cadeira titular na Plenária. Deixa a Presidência do CBH/TB o Prefeito de Sabino, Eder Ruiz Magalhães de Andrade, o Dinho, e assumiu a função, o Prefeito de Pirajuí, César Henrique da Cunha Fiala.

Nas fotos, Batata está ao lado do Prefeito de Guaiçara Bruno Floriano, Prefeito César Fiala de Pirajuí, Prefeito de Sabino Eder Andrade, o Secretário Executivo do CBH/TB Lupércio Ziroldo, e Wagner Casadei, que representa a ONG no Plano de Bacias do Comitê.

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