Aconteceu nesta sexta-feira, 19 de maio às 10h, no DAEE de Novo Horizonte/SP, a 2ª Reunião Ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha para Hierarquização dos projetos analisados pelos representantes das Câmaras Técnicas de Planejamento e Avaliação, de Saneamento e de Educação Ambiental para o recebimento de recursos do FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos – 2023. Os representantes dos municípios, entidades e sociedade civil, foram recepcionados pelo Presidente do CBH-TB Cesár Fiala (Prefeito de Pirajuí), Vice-Presidente Cláudio Bedran (Instituto Planeta Verde) e Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio (Departamento de Águas e Energia Elétrica). A Reunião foi conduzida pelo Coordenador da Câmara Técnica de Saneamento, Gelson Pereira da Silva, que discorreu sobre os Projetos protocolados, bem como sobre os recursos disponíveis: ao todo foram 28 Projetos apresentados ao Comitê, sendo aprovados e enviados para Plenária um total de 16 empreendimentos de diversos municípios, abrangendo obras de abastecimento de recursos hídricos, melhorias em sistemas de esgoto, gerenciamento de resíduos, de educação ambiental, entre outros. Do total dos recursos disponíveis, aproximadamente R$ 12.250.000,00 (Doze milhões e duzentos e cinquenta mil reais), em torno de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões) ficarão como saldo remanescente para 2024, devido à falta de projetos enquadrados ao que solicita o Manual de Procedimentos Operacionais do FEHIDRO. Segundo o Secretário Executivo, Lupércio Ziroldo, os Tomadores que não tiveram seus projetos aprovados terão o ano todo para se adequarem e fazer novo pleito no próximo. Para isso, poderão contar com a equipe do CBH-TB para esclarecimentos e orientações. Lupércio, destaca a importância sobre os projetos prioritários, os quais contemplam a área de saneamento: água, esgoto e resíduos. Dentre os projetos hierarquizados para recebimento dos recursos, está o “Multiplicadores de Educação Ambiental” protocolado pela ONG SOS Rio Dourado, tornando-se Tomadora de mais um empreendimento apoiado pelo FEHIDRO. Para aprovação, o projeto passou por várias análises envolvendo documentação da Instituição e principalmente o planejamento contendo a previsão orçamentária e atividades a serem desenvolvidas, o qual beneficiará aos 36 municípios da Bacia. Esse projeto tem por objetivo capacitar professores e representantes municipais para a aplicação da Educação Ambiental em espaços formais e não-formais. A equipe da ONG SOS Rio Dourado presente na reunião, Ana Lúcia Andrade, Clezi Zambom e Luiz Aparecido Batata, comemorou a notícia, devido especialmente ao fato de que está em fase de conclusão o Plano de Educação Ambiental, do qual a ONG também é Tomadora e acompanha de perto sua execução, a fim de garantir que a entrega seja conforme aprovado pelo CBH-TB quando realizado o pleito. Todos os projetos foram aprovados pela Plenária e a Deliberação será publicada no Diário Oficial no final deste mês.

Recorro à obra de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, em que o autor nos conta a história de uma epidemia que assola as pessoas de uma grande metrópole e as deixa cegas. As autoridades, diante disso, colocam as pessoas “em quarentena” num manicômio, por acreditar que a doença seja contagiosa. Pretendo, assim, fazer uma analogia com a cegueira botânica e o zoochauvinismo, que consiste na tendência generalizada de considerar plantas seres inferiores aos animais.

Imagine que, por uma razão qualquer, você esteja sozinho, perdido em uma mata ou numa floresta… e, sendo boazinha, aqui no Brasil e no estado de São Paulo.  Aaaahhh é impossível esse fato acontecer comigo!!! Será mesmo??

Enfim… ainda é dia e você consegue reconhecer alguns animais mesmo sem saber distinguir as espécies e, consequentemente, ignorando alguns riscos que poderia correr. Provavelmente identificaria alguns insetos como formigas; alguns aracnídeos como aranhas e escorpiões; alguns vertebrados terrestres como mamíferos: capivara, macacos e bicho-preguiça, aves: bem-te-vi, tucano e beija –flor; anfíbios como sapos, pererecas e rãs; répteis como cobras, lagartos e, talvez, jacarés. Peixes, caso tivesse algum curso d´água superficial, mas como vê-los e reconhecê-los?

E plantas??? Quais você conseguiria identificar? Talvez alguma palmeira, pitangueira…. e…. e o que mais, mesmo?? E olha que, segundo muitos estudos, incluindo os que estão disponíveis no Programa REFLORA/CNPq, lançado em 2010 pelo governo brasileiro, a Flora brasiliensis é reconhecida como a mais rica do mundo (Forzza et al. 2012).  Estudos recentes apontam para a existência de pelo menos 7.880 espécies florestais arbóreas nativas no Brasil, número que provavelmente represente apenas 80% do total existente. E quantas você conhece? Será que elas são apenas um cenário para a vida animal?

Nos séculos passados era “moda” estudar e conhecer botânica. Os nobres tinham estufas belíssimas, onde passavam horas a fio, estudando a flora do local onde estavam vivendo. Mas esse interesse por botânica começou muito tempo antes, na Grécia antiga, entre 317 e 287 anos a.C., quando surgiram os primeiros estudos relacionados às plantas, tendo como o “pai da botânica, o filósofo Theophrastus, sucessor de Aristóteles e que deu início à história da ciência, a partir da identificação de vegetais.

Daí o tempo foi passando, e a noite foi chegando e a fome, apertando. Você não sabe caçar nem tem nenhuma arma para se defender; não sabe onde dormir e pensa: já sei – vou comer alguma planta e me abrigar sob ou sobre ela. Mas daí você se lembra de que não conseguiu identificar quase nenhuma e não tem ideia da prestabilidade daquelas dezenas que o rodeiam. Então eu lhe pergunto:

Mas de que lhe serve saber botânica?

Pois é. Contemporaneamente, especialmente no Ocidente, a botânica – hoje chamada de Biologia Vegetal – é considerada um tema maçante, árido, desestimulante, limitado, desconexo do cotidiano dos alunos, ultrapassado e fora do contexto da biologia (nem cai no vestibular !), contrariamente aos estudos de anatomia e fisiologia humana; dos animais, aliado ao zoocentrismo didático, que se tornou uma forte corrente filosófica e ideológica nos séculos XX e XXI, denotando questões acerca do bem-estar animal e políticas sobre eles.

Nota-se que há uma predileção e massificação das representações animais em todos os níveis de ensino, onde os livros didáticos de biociências brasileiros estão ricamente recheados de gravuras e textos sobre animais, em detrimento de outros seres vivos, negligenciando intencionalmente o reino das plantas, que desperta pouco ou nenhum interesse, caracterizando a CEGUEIRA BOTÂNICA, que corrobora os reflexos negativos no ensino, na pesquisa em biologia e no cotidiano das pessoas.

Mas de que me servem esses seres inertes, sem graça que só crescem verticalmente feitos de pau e folhas, às vezes flores e frutos, se nem de planta eu gosto?? Sujam e arrebentam as calçadas, têm gosto ruim. Podem cair em cima das casas e dos carros. Nas minhas mãos, até cactos morrem. Só servem para fazer coroas de flores para gente morta. E por aí vai, acelerando e acentuando a Cegueira Botânica, implicando na incapacidade de as pessoas notarem as plantas em seu cenário natural e/ou reconhecerem sua real importância para a biosfera.

Para que elas servem afinal? Quem assistiu ao épico filme do robô Wall-E, produzido em 2008 pela Pixar Animation Studios, em que, o tempo todo, ele procurava e depois defendia a todo custo uma plantinha em uma bota que simbolizava o retorno ao planeta Terra, talvez tenha se sensibilizado, pois a existência de uma planta representava que os ecossistemas estariam aptos ao restabelecimento da vida e dos seres humanos no planeta.

Plantas não apenas geram oxigênio e absorvem gás carbônico. A existência desses maravilhosos seres vai muito além desses processos, participando diretamente dos ciclos biogeoquímicos. Elas estão diretamente presentes em nosso cotidiano o tempo todo, pois são essenciais para o controle da temperatura e do equilíbrio e dinâmica da água no planeta Terra.

Fornecem-nos alimentos, matéria prima para fabricação de combustíveis e geração de energia renováveis, fibras para confecção de vestuário, metabólitos que são utilizados na fabricação de medicamentos e substâncias utilizadas na agropecuária. Servem de abrigo para inúmeros seres vivos que co-evoluíram com elas, são fundamentais nas teias alimentares, fertilizam o solo, apresentam valor cultural refletido nas lendas e mitos, e valor econômico, pois fortalecem a agricultura gerando trabalho e renda;  suas flores servem de atrativo e alimento para insetos, pássaros e uma infinidade de animais; suas raízes facilitam a infiltração e drenagem das águas pluviais; suas folhas evapotranspiram, criando um microclima que contribui para a diminuição de ilhas de calor e melhoria da saúde da população e, ainda, embelezam as nossas vidas, sendo essenciais para a sobrevivência de todas as  formas de vida em nosso planeta.

São inúmeras as alegações que contribuíram para a institucionalização da Cegueira Botânica. Wandersee  e  Schussler  (2001) a definem como a incapacidade de ver ou notar as plantas em seu ambiente. Disso decorre a incapacidade de reconhecer a importância das plantas para a biosfera e os seres vivos. Incapacidade de apreciar as características morfológicas e únicas das plantas e não dar importância equitativa a plantas e animais. Essa visão leva a uma conclusão errônea de que plantas são seres inferiores aos animais desde o século IV a.C., com Gagliano na Grécia Antiga, que via as plantas como serviçais da humanidade. Diante de tantas maravilhas reveladas, que tal trocar a antipatia pela empatia por seres que nos proporcionam a própria vida??

Profª Elisete Peixoto de Lima é professora nas áreas de Biologia e química e mestre em saúde coletiva e também é voluntária da ONG SOS Rio Dourado

O Plano de Educação Ambiental – PEA do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha – CBH-TB, teve mais uma fase realizada, cujo objetivo foi traçar as diretrizes as quais darão direcionamento aos futuros projetos de Educação Ambiental do âmbito da Bacia. A 4ª reunião aconteceu na sede do DAEE de Novo Horizonte no dia 27/03/2023, às 9h, e teve a participação de representantes de Entidades e Prefeituras da Bacia do Tietê-Batalha. A Mesa Diretora foi composta por Antonio Carlos Vieira, Coordenador de Planejamento da Câmara Técnica do CBH-TB e representando o Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio; Luiz Aparecido da Silva, Presidente da ONG SOS Rio Dourado; José Aparecido Cruz (empresa executora: Bioterra); e por Grasiele Murari – Coordenadora da Câmara Técnica de Turismo e EA do CBH-TB. Durante a abertura do evento, os integrantes da Mesa Diretora, pronunciaram-se dando as boas vindas aos participantes e Grasiele Murari destacou sobre a importância de que o trabalho seja desenvolvido, sobretudo, com muita qualidade para contribuir para a elaboração de bons projetos futuros. Na sequência, José Aparecido Cruz apresentou os cenários trazidos pelos participantes na última reunião, bem como as estratégias, ou seja, ações sugeridas por eles para constar no Plano. Após a explanação, onde foram mencionadas inclusive informações sobre os recursos disponíveis no CBH para a elaboração e execução de tais projetos, Antonio Carlos pontuou sobre a atuação do Comitê para atender às demandas e citou sobre os projetos apresentados para o presente ano, bem como algumas dificuldades encontradas para a aprovação dos mesmos, como a ausência de certidões ou falta de enquadramento ao Manual de Procedimento Operacional. Após o intervalo, aconteceu uma oficina sob o comando de Gisele Murari e Grasiele Rodrigues, que num formato de roda de conversa, foram elencadas pelo grupo (com base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) as principais diretrizes daquele que será o documento norteador das ações de Educação Ambiental de toda a Bacia do Tietê/Batalha, beneficiando uma população de mais de 500.000 pessoas. As diretrizes priorizam o trabalho regionalizado, a implantação de Pagamento de Serviços Ambientais – PSA nos municípios, a criação de uma rede colaborativa, além de outras, as quais constarão no referido documento.  Os organizadores e a equipe da ONG SOS Rio Dourado (Tomadora do Projeto), avaliaram o resultado dessa etapa como muito positivo, pois o trabalho está avançando conforme previsto no Termo de Referência e também pelo cronograma. Estiveram presentes representantes de Prefeituras (Ibirá; Novo Horizonte; Presidente Alves; e Dobrada); Everton Marquezini, Sabesp de Novo Horizonte; Loan Ramos, ativista ambiental e representante da Fundação SOS Mata Atlântica; Wagner Casadei, Nosso Tietê; Joelita Rocha, ABPEducom; Fábio Frizzi; APA Rio Batalha; Graziela Scardovelli da Secretaria Executiva do CBH-TB; Romildo Eugênio de Souza representando o DAEE; a Engenheira Ambiental Gisele Murari e os voluntários da ONG SOS Rio Dourado.

Aconteceu nesta sexta-feira, 19 de maio às 10h, no DAEE de Novo Horizonte/SP, a 2ª Reunião Ordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha para Hierarquização dos projetos analisados pelos representantes das Câmaras Técnicas de Planejamento e Avaliação, de Saneamento e de Educação Ambiental para o recebimento de recursos do FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos – 2023. Os representantes dos municípios, entidades e sociedade civil, foram recepcionados pelo Presidente do CBH-TB Cesár Fiala (Prefeito de Pirajuí), Vice-Presidente Cláudio Bedran (Instituto Planeta Verde) e Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio (Departamento de Águas e Energia Elétrica). A Reunião foi conduzida pelo Coordenador da Câmara Técnica de Saneamento, Gelson Pereira da Silva, que discorreu sobre os Projetos protocolados, bem como sobre os recursos disponíveis: ao todo foram 28 Projetos apresentados ao Comitê, sendo aprovados e enviados para Plenária um total de 16 empreendimentos de diversos municípios, abrangendo obras de abastecimento de recursos hídricos, melhorias em sistemas de esgoto, gerenciamento de resíduos, de educação ambiental, entre outros. Do total dos recursos disponíveis, aproximadamente R$ 12.250.000,00 (Doze milhões e duzentos e cinquenta mil reais), em torno de R$ 4.000.000,00 (Quatro milhões) ficarão como saldo remanescente para 2024, devido à falta de projetos enquadrados ao que solicita o Manual de Procedimentos Operacionais do FEHIDRO. Segundo o Secretário Executivo, Lupércio Ziroldo, os Tomadores que não tiveram seus projetos aprovados terão o ano todo para se adequarem e fazer novo pleito no próximo. Para isso, poderão contar com a equipe do CBH-TB para esclarecimentos e orientações. Lupércio, destaca a importância sobre os projetos prioritários, os quais contemplam a área de saneamento: água, esgoto e resíduos. Dentre os projetos hierarquizados para recebimento dos recursos, está o “Multiplicadores de Educação Ambiental” protocolado pela ONG SOS Rio Dourado, tornando-se Tomadora de mais um empreendimento apoiado pelo FEHIDRO. Para aprovação, o projeto passou por várias análises envolvendo documentação da Instituição e principalmente o planejamento contendo a previsão orçamentária e atividades a serem desenvolvidas, o qual beneficiará aos 36 municípios da Bacia. Esse projeto tem por objetivo capacitar professores e representantes municipais para a aplicação da Educação Ambiental em espaços formais e não-formais. A equipe da ONG SOS Rio Dourado presente na reunião, Ana Lúcia Andrade, Clezi Zambom e Luiz Aparecido Batata, comemorou a notícia, devido especialmente ao fato de que está em fase de conclusão o Plano de Educação Ambiental, do qual a ONG também é Tomadora e acompanha de perto sua execução, a fim de garantir que a entrega seja conforme aprovado pelo CBH-TB quando realizado o pleito. Todos os projetos foram aprovados pela Plenária e a Deliberação será publicada no Diário Oficial no final deste mês.

No dia 13 de março, foi realizada em Pirajuí, a Reunião de Posse do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê/ Batalha – CBH/TB, para o biênio março/2023 a março/2025, na qual a ONG SOS Rio Dourado foi representada por Luiz Aparecido – Batata, Presidente da Entidade Ambientalista que é membro ativo do Comitê pelo segmento Sociedade Civil desde 1997 e obtém a cadeira titular na Plenária. Deixa a Presidência do CBH/TB o Prefeito de Sabino, Eder Ruiz Magalhães de Andrade, o Dinho, e assumiu a função, o Prefeito de Pirajuí, César Henrique da Cunha Fiala.

Nas fotos, Batata está ao lado do Prefeito de Guaiçara Bruno Floriano, Prefeito César Fiala de Pirajuí, Prefeito de Sabino Eder Andrade, o Secretário Executivo do CBH/TB Lupércio Ziroldo, e Wagner Casadei, que representa a ONG no Plano de Bacias do Comitê.

As mudas de árvores nativas plantadas no 2º Patrimônio Ambiental de Guaiçara conforme a Lei nº 2.785, mais conhecido como antigo Matadouro, receberam especial atenção no último final de semana de abril. Luiz Aparecido – Batata, acompanhado de uma equipe, fez toda a capinagem no local, além do controle de formigas cortadeiras que deve ser constante, a fim de garantir o crescimento das mudas. A iniciativa é da ONG SOS Rio Dourado, que conta com o trabalho voluntário de diversos profissionais e também com o apoio de Empresas, Instituições, Prefeitura e Câmara Municipal de Guaiçara. As espécies do Bioma Mata Atlântica foram plantadas, em junho de 2022 e já encontram-se aproximadamente com 2 metros de altura. Dentre as espécies, algumas chamam a atenção como a Aroeira Pimenteira Vermelha (foto), que atrai muitos pássaros por conta de seus frutos, podendo chegar a 7 metros de altura e também auxilia na presença das abelhas que são as principais responsáveis pela polinização. A opção pelas espécies da Mata Atlântica – correspondente ao bioma da região – é muito importante, pois permite que a biodiversidade local seja restaurada sem prejuízos ao ecossistema. Com o reflorestamento, os pássaros e animais retornam ao local, contribuindo para a restauração da área e assim as metas dos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU vão sendo atingidas, em especial o número 13, uma vez que as árvores têm fundamental participação no Combate às Mudanças Climáticas. Por esse motivo, os serviços de manutenção no local, são extremamente importantes até que as espécies já estejam em condições de sobrevivência sem que haja a necessidade da interferência humana.

A ONG SOS Rio Dourado, representada por seu presidente Luiz Aparecido – Batata e pela secretária em exercício Ana Lúcia Andrade, participou da 1ª Reunião Plenária do Comitê de Bacias Hidrográfica Tietê Batalha – CBH/TB de 2023 realizada no dia 10/02, no Auditório do DAEE de Novo Horizonte, cujo objetivo foi eleger os representantes tripartite, de abrangência dos 36 municípios, para o biênio março/2023 a março/2025. De acordo com a Agência Nacional das Águas – ANA, o CBH é um espaço em que representantes da comunidade de uma bacia hidrográfica discutem e deliberam a respeito da gestão dos recursos hídricos compartilhando a responsabilidade da gestão com o poder público, deste modo, a ONG participa como Entidade Ambientalista pelo segmento Sociedade Civil e desde 1997 é membro ativo do CBH-TB. Além disso, a ONG SOS Rio Dourado por meio de seus voluntários está presente nas Câmaras Técnicas: Planejamento e Avaliação; Saneamento; e Turismo e Educação Ambiental, bem como nos Grupos Técnicos de Acompanhamento do Plano de Bacias e também no GT de Empreendimentos de Impactos Ambientais. A reunião foi conduzida por Lupércio Ziroldo Antonio, Secretário Executivo do CBH-TB que compôs a mesa diretiva juntamente de: Antonio Carlos Vieira, Coordenador de Planejamento da Câmara Técnica; Graziela Scardovelli da Secretaria Executiva; Cláudio Bedran representante da Sociedade Civil; e o Presidente do Comitê e Prefeito de Sabino, Eder Ruiz Magalhães de Andrade, o Dinho, que ocupará o cargo até 10 de março, data em que o Presidente eleito, o Prefeito de Pirajuí, César Henrique da Cunha Fiala, assumirá a função. Estavam presentes os três segmentos, sendo sociedade civil, estado e alguns Prefeitos da região, dentre os quais, Bruno Floriano, Prefeito de Guaiçara acompanhado do Secretário de Meio Ambiente, Vinícius Martuchi e do Engenheiro Civil, Gelson Pereira.

Foi realizada a 3ª Reunião de Trabalho do Plano de Educação Ambiental do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha – CBH-TB em Novo Horizonte/SP no dia 24 de janeiro, que teve por objetivo dar continuidade à elaboração do PEA, a qual contou com a presença de representantes do poder público, Diretorias de Ensino e setor privado. A tomadora do Projeto é a ONG SOS Rio Dourado e tem apoio do CBH-TB, já a execução é de responsabilidade da empresa Bioterra Ambiental. Depois de finalizado, o Plano possibilitará aos municípios e instituições que seguirem suas diretrizes, a receberem recursos do FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos contribuindo para a execução de projetos de Educação Ambiental ao longo da Bacia. A Mesa Diretora foi composta Antonio Carlos Vieira, Coordenador de Planejamento da Câmara Técnica do CBH-TB e representando o Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio; Luiz Aparecido da Silva, Presidente da ONG SOS Rio Dourado; por Grasiele Murari – Coordenadora da Câmara Técnica de Turismo e EA do CBH-TB; e por José Aparecido Cruz – Biólogo e representante da Bioterra Ambiental. Durante a abertura do evento, a Srª Grasiele Murari, coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental do CBH-TB relata sobre a importância do evento, uma vez que a Organização ainda não possui um Plano Diretor de Educação Ambiental que norteie as ações de educação ambiental voltadas aos recursos hídricos, assim, o Plano visa facilitar e viabilizar projetos para utilização dos recursos do FEHIDRO. A programação contou com a palestra do Biólogo José Aparecido Cruz que apresentou o Relatório de Cenários Estratégicos definidos a curto, médio e longo prazos, com ações voltadas à conservação e/ou recuperação dos recursos hídricos. No período da tarde, sob comando da mediadora Gisele Murari aconteceu a Oficina Participativa, cuja proposta foi a discussão e avaliação das Metas apresentadas com foco na análise dos prazos conforme prioridades da Bacia Hidrográfica do Tietê Batalha. No total foram apresentadas 27 (vinte e sete) propostas para a linha de atuação visando à conservação e recuperação dos recursos hídricos. Segundo a equipe mediadora do evento, as propostas passarão por um processo de estruturação. Para a continuação do trabalho, em breve será agendada a 4ª reunião, a fim de apresentar as propostas analisadas, onde serão avaliadas por seus respectivos proponentes. O Projeto que visa a participação da sociedade tem recebido cada vez mais apoio à medida que é desenvolvido e nesta reunião estiveram presentes representantes de Prefeituras (Promissão; Reginópolis; Dobrada; Borborema); SOS Nosso Tietê; Lobos Verdes Ambiental; Usina Lins; JBS; Diretorias de Ensino (Bauru; Novo Horizonte; São José do Rio Preto; José Bonifácio); ABPEducom Lins; SEE de Catanduva; Bioterra Ambiental; Graziela Scardovelli da Secretaria Executiva do CBH-TB; Romildo Eugênio de Souza e Ricardo Luis Cavallari, ambos representando o DAEE; a Engenheira Ambiental Gisele Murari e Clezi Conforto Zambon, voluntária da ONG SOS Rio Dourado.

Em continuidade à elaboração do PEA – Plano de Educação Ambiental do Comitê da Bacia Hidrográfica Tietê Batalha – CBH-TB, foi realizada no município de Novo Horizonte, a 2ª Reunião do grupo de trabalho. A ONG SOS Rio Dourado é Tomadora do Projeto, o qual possibilitará que os municípios que seguirem as diretrizes do plano, recebam recursos do FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos para a implantação. A Mesa Diretora foi composta por Claudio Bedran, Vice-Presidente do CBH-TB; Antonio Carlos Vieira, Coordenador de Planejamento da Câmara Técnica do CBH-TB e representando o Secretário Executivo Lupércio Ziroldo Antonio; Luiz Aparecido da Silva, Presidente da ONG SOS Rio Dourado; Camila Freitas da Bioterra Ambiental (empresa executora); e por Grasiele Murari – Coordenadora da Câmara Técnica de Turismo e EA do CBH-TB. Durante a abertura do evento, os integrantes da Mesa Diretora, pronunciaram-se quanto à importância deste projeto em especial aos municípios do entorno da Bacia Tietê/Batalha. Grasiele Murari lembrou que a elaboração do Plano é uma construção coletiva e que todos podem de alguma forma contribuir para a construção deste trabalho. José Aparecido Cruz apresentou os dados do diagnóstico feito para identificar as ações de Educação Ambiental já realizadas por Instituições, municípios e empresas privadas nos 36 municípios da Bacia, evidenciando que existem muitas dificuldades para a execução de ações, projetos ou programas, porém a principal é realizar o monitoramento pós execução, o que garantirá a efetividade das ações. Outra questão é a necessidade de formar uma rede de relacionamento para viabilizar tais ações, sejam por meio de recursos financeiros ou mesmo parcerias que promovam a Educação Ambiental. No período da tarde, os participantes foram organizados em grupos para desenvolver uma oficina, cujo objetivo foi elaborar um projeto, programa ou ação de Educação Ambiental que possa se replicado em todos os municípios e também uma proposta para a criação de uma rede de relacionamento que facilite o contato entre os diversos stakeholders da Bacia, viabilizando os contatos de modo que possa haver uma interação entre eles e resultar em excelentes oportunidades. Antonio Carlos Vieira, Coordenador de Planejamento da Câmara Técnica do CBH-TB, avaliou a qualidade do trabalho desenvolvido até o presente momento, elogiando toda a equipe Tomadora e Executora e acrescentou que o FEHIDRO possui recursos, porém, infelizmente a grande maioria dos projetos apresentados ao Comitê de Bacias, não seguem os padrões necessários e acabam sendo indeferidos. Ao final os grupos apresentaram as propostas elaboradas, as quais serão consideradas para a execução da próxima fase. Estiveram presentes representantes de Prefeituras (Pirajuí, Novo Horizonte, Sabino, Lins); SOS Nosso Tietê; Lobos Verdes; Usina Lins; Diretorias de Ensino; Graziela Scardovelli da Secretaria Executiva do CBH-TB; Romildo Eugênio de Souza representando o DAEE ; a Engenheira Ambiental Gisele Murari e as voluntários da ONG SOS Rio Dourado.

No dia 16 de setembro foi realizada mais uma edição da Campanha Solidária Reciclar no Barracão das Artes em Guaiçara. Na ocasião, a ONG SOS Rio Dourado representada pelo seu Presidente Luiz Aparecido Batata, juntamente com o Rotary Club, Planet Ambiental, Lobos Verdes e Fundo Social de Guaiçara, realizou a entrega de tampinhas, lacres e blister ao Fundo Social do município representada pela Presidente e Primeira Dama Larissa, que estava acompanhada do Sr. Prefeito Bruno Floriano e que também participa deste ato solidário. No mesmo local, a Planet Ambiental, na pessoa do Sr. Dionízio Pianta, efetuou a compra dos resíduos, cujo valor foi destinado para aquisição de equipamentos e acessórios de acessibilidade, principal objetivo da Campanha.  Ao todo foram arrecadados com a contribuição da sociedade guaiçarense, um total de 445 kg, correspondentes a R$ 885,00 (oitocentos e oitenta e cinco reais). Foram adquiridos os seguintes itens: 2 cadeiras de rodas, 2 cadeiras de banho, 2 pares de muletas, 3 bengalas e 2 andadores, os quais serão destinados a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A Campanha conta também com o apoio do Comércio de Guaiçara, Interact Club, Polícia Militar, Escolas Municipais e Estaduais, Igrejas, Postos de Saúde, Condema, Prefeitura e Câmara Municipal. Um novo parceiro passa a integrar a Campanha Solidária Reciclar para a arrecadação de óleo de fritura usado, a empresa Lobos Verdes Ambiental.

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